
No dia 25/05/2025, o jornal O Globo publicou a reportagem "Bonecos em análise – aspectos psicológicos e sociais por trás do debate dos bebês reborn", que me provocou especialmente por uma questão: o papel do lúdico na vida de homens e mulheres. Antes de entrar nessa discussão, quero indicar uma correlação que me veio à mente com o filme "A Avaliação" (2024), disponível no Prime Vídeo.
Na trama, situada em um futuro distópico, a natalidade é rigidamente controlada e casais precisam passar por avaliações para terem filhos. O homem do casal, um cientista, cria animais virtuais para substituir espécies extintas — e, eventualmente, chega à criação de um bebê digital. Essa cena se conecta diretamente com a reflexão sobre os bebês reborn: seres artificiais que ocupam um espaço simbólico de afeto e substituição.
A partir disso, construo minha reflexão sobre o fenômeno dos reborns, o lúdico e o modo como homens e mulheres mantêm — ou perdem — suas formas de brincar na vida adulta.
"Aquele a quem foi dado ver a verdade sobre si próprio é maior do que
aquele a quem foi dado ver os anjos" (Isaac, o Sírio - séc. VII)
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